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História da UFMT é marcada pela luta por igualdade

“Nada do que a gente conquista no futuro deixa de ter um pouquinho do passado. Minha história com a UFMT começa com uma enchente que ocorreu em Cuiabá em 1964. Era para eu assumir aqui, mas me disseram para começar atuando com as pessoas que foram atingidas. Alguns desabrigados chegaram a vir para a universidade”. Este foi um dos relatos apresentados durante a ‘Roda de conversa: Histórias das lutas e conquistas de direitos na UFMT’, realizado na segunda-feira (23.10) como parte das comemorações do Dia do Servidor da UFMT 2023. Em sua participação, João Bosco Cajueiro destacou o tempo no qual a universidade não estava alheia aos problemas da cidade.

“O Sintuf, a Adufmat, a UFMT, todos precisam atuar em parceria em pontos mais sensíveis, sejam internos ou externos. Somente assim teremos melhorias. Essa deve ser uma luta diária, 24 horas, dos trabalhadores”, reforçou Cajueiro. A Roda de Conversa foi mediada pelo diretor geral da Adufmat-Ssind, Maelison Neves, contando com a presença  da coordenadora geral do Sintuf-MT, Luzia Melo, e dos técnicos administrativos Leia Oliveira de Souza e Joana Batista de Arruda (Joanita).

Em meio a descontração, Joanita lembrou ter sido a primeira mulher coordenadora da equipe de Segurança da universidade. “Não foi fácil, mas é preciso ter o primeiro passo para outros poderem caminhar. Nós tivemos muitos eventos, festas, situações difíceis e também engraçadas, mas todas resolvidas com tranquilidade. Tem tanta história para contar que a gente não teria tempo aqui. Eu tenho muito orgulho de ter presenciado histórias importantes, de mulheres ocupando cargos na Segurança, presidindo sindicatos. Só existe história no presente e futuro, porque teve também no passado”, afirmou a servidora aposentada.

Para Maelison Neves, o debate foi enriquecedor. “A universidade se coloca como vanguardista, mas ela é um espelho da sociedade e reproduz práticas como machismo. Só mais recentemente a gente vê mais mulheres, pessoas negras, ocupando nossos espaços. Vocês vão narrando os processos e o quanto a gente vai quebrando as hierarquias. A gente rechaça esse modelo hierárquico que coloca o docente como superior, tendo peso de 70% nas votações. Por isso a nossa luta pela paridade, para quebrar esses resquícios autoritários. A hierarquia que deve estar acima de nós são os interesses da população. Por isso espaços unificados, com todos conversando e decidindo juntos, como essa roda, fortalece essa cumplicidade. Que a universidade seja mais democrática e possa contribuir para que a sociedade seja também mais democrática”, comentou.

A servidora Geny da Luz lembrou da atuação da universidade, por meio do programa Unestado, que levou diversas atividades aos municípios do estado por meio de convênios. Muitas ainda desconhecidas pela população local, como a orquestra. À frente da coordenação do programa, Luz reafirmou que os docentes, muitas vezes, não aceitavam que cargos como estes fossem ocupados pelos técnicos.

Outros pontos importantes destacados pelos participantes da roda foram a importância do envolvimento mais profundo dos servidores efetivos com a universidade, exemplificando a ausência de preenchimento das vagas de segurança e da orquestra (que apesar do que se pensa, não estão extintos e podem ser cobrados pela comunidade acadêmica), e a retomada da realização de grandes eventos dentro da instituição, já que hoje as condições logísticas são muito melhores.

Para assistir a íntegra da roda de conversa realizada no período vespertino desta segunda-feira, 23/10, clique aqui.

 

Daniel Dino / Luana Soutos

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