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Vale alimentação está garantido aos terceirizados da UFMT

Os trabalhadores terceirizados da UFMT podem ficar tranquilos, o vale alimentação está mantido. Este foi o entendimento construído durante a reunião realizada entre representantes do Sintuf-MT, gestão da universidade, e ainda o sindicato dos trabalhadores terceirizados de Mato Grosso. Uma das empresas terceirizadas que realiza o serviço de limpeza na UFMT informou aos seus trabalhadores que o vale alimentação estaria cortado já neste mês de agosto, e que os terceirizados deveriam fazer suas refeições no Restaurante Universitário (R.U.).

“Recebemos a denúncia dos terceirizados que a entrega do vale alimentação seria substituído por refeições no R.U. Enviamos um ofício no dia 10 de julho solicitando informações da UFMT sobre o contrato e o posicionamento da instituição. Nosso papel é auxiliar e intermediar a negociação dos trabalhadores terceirizados, sempre lembrando que legalmente, cabe ao sindicato dos terceirizados assinar o acordo coletivo dos mesmos”, destacou a diretora do Sintuf-MT na negociação, Marilin Castro.

“Realizamos uma reunião ampliada em nosso auditório com mais de cem trabalhadores terceirizados. Colocamos nossa assessoria jurídica para ouvir as denúncias e explicar tudo que poderia ser feito no caso da ameaça se confirmar. Ao mesmo tempo, dialogamos muito com a universidade para resolver rapidamente a situação”, reforçou Marilin.

O resultado deste trabalho foi obtido na reunião realizada no dia 18 de julho, com a presença dos fiscais de contrato dos terceirizados e o coordenador de Manutenção da UFMT, Adriano de Oliveira. “Foi uma surpresa para universidade esta ameaça de corte do vale alimentação. Rapidamente os fiscais do contrato entraram em contato com a empresa e logo foi resolvido o problema. O valor do vale alimentação é repassado pela UFMT, e entendemos que a empresa não pode resolver por conta própria essa mudança”, pontuou Adriano.

A UFMT paga contratualmente R$ 14 por dia para cada trabalhador terceirizado em vale alimentação. O presidente do sindicato dos terceirizados, Valdir Lauriano, informa que pelo acordo coletivo (CCT), a alimentação não pode ser in natura, sendo que o vale alimentação e vale transporte são pagos conforme a freqüência do trabalhador. Na CCT é regulamentado que o vale seja em dinheiro, ticket ou vale alimentação, e se para ocorrer a mudança para alimentação no local de trabalho teria que ser através do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) em um local de qualidade, que não tenha fila e com nutricionista.

“Existem outras situações irregulares nesta empresa em questão. A cesta básica, conforme CCT, tem de ser no valor de R$110,00 reais, e conforme fiscalização do sindicato dos trabalhadores terceirizados já houve lugares de estarem entregando uma cesta no valor de R$70,00”, destacou Valdir.

O Sintuf-MT reforça o seu papel solidário aos trabalhadores terceirizados da UFMT. “Não podemos ver injustiças acontecendo ao nosso lado e nos manter calados. Todos os trabalhadores dentro do campus devem ser respeitados e defendidos, independente do seu vínculo de contratação. Nos calarmos seria no mínimo conivência. A UFMT é um ambiente que deve ser exemplo para nossa sociedade, e o Sintuf sempre fará a sua parte neste processo”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Luzia Melo.

Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT

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