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Cuiabá

Trabalhadores do HUJM realizam ato por melhores condições de trabalho

 

Assessoria Sintuf-MT

Os técnico-administrativos que atuam no Hospital Universitário Júlio Muller realizaram uma nova manifestação nesta quinta-feira (09.04) para reivindicar melhorias nas condições de trabalho na unidade. Eles explicaram aos usuários que existe uma paralisação nacional em curso, mas, em solidariedade aos pacientes, os trabalhadores da unidade não interromperam o atendimento a sociedade. Após o ato, os representantes dos trabalhadores foram recebidos pela administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa responsável pela administração do local.

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“A Ebserh está administrando o HUJM há mais de um ano e não vemos as melhorias prometidas. Os trabalhadores estão adoecendo e sem as condições adequadas de trabalho. Verificamos que existe alta sobrecarga de trabalho, situações de assédio, mofo em vários locais do hospital, falta de equipamentos e segurança aos trabalhadores. A situação é realmente delicada e uma greve geral como há muito tempo não acontece no hospital pode se tornar realidade”, destacou a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira.

Os trabalhadores denunciaram a direção da Ebserh situações críticas, como na sala de cirurgia, onde apenas um equipamento de iluminação cirúrgica (foco) auxiliar está funcionando. Neste caso, um paciente em plena operação pode ser prejudicado, já que não existe outro auxiliar e o principal está queimado. Existe ainda o atendimento de pacientes com doenças altamente contagiosas em locais inapropriados. Eles destacaram questões como remunerações diferenciadas para trabalhos iguais, pagamentos de benefícios diferenciados, falta de trabalhadores nos plantões de final de semana, escalas de trabalho montadas sem o acordo dos trabalhadores, e vários prejuízos aos estatutários da UFMT cedidos à Ebserh.

Na opinião do diretor da Ebserh, Francisco Souto, existem situações que não chegam ao conhecimento da alta administração da unidade, mas, no entendimento dele, a maioria dos problemas tem sido gerado pela ampliação do atendimento à população. “Nós aumentamos e muito o atendimento a sociedade, porém reconhecemos que as melhorias estruturais estão mais lentas do que queríamos”, ressaltou o diretor.

Ficou acordado entre o Sintuf e a Ebserh que uma comissão será montada para definir a escala de trabalho e plantões já para o mês de maio. As demais situações denunciadas serão entregues por meio de ofício e deverão ser respondidas também de forma oficial pela Ebserh.

O ato no HUJM fez parte da paralisação nacional dos servidores públicos federais, que possui como reivindicação:

 Campanha Salarial dos SPFs – 2015

  • Índice linear de 27,3%; Política salarial permanente com  correções das distorções e reposição das perdas inflacionárias; Data-base – 1º de maio; Direito a negociação coletiva (convenção 151 OIT)
  • Paridade salarial entre ativos e aposentados; Aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores; Retirada de projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos trabalhadores.
  • Isonomia Salarial, como todos os benefícios entre os três poderes.

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