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Cuiabá

Trabalhadores do HUJM devem intensificar luta pelo retorno da jornada 30 horas

Os trabalhadores técnico-administrativos do Hospital Universitário Júlio Muller foram surpreendidos com mais atitude abusiva por parte da gestão da Ebserh. Após reunião junto à UFMT e o Ministério Público, havia sido acordado que os trabalhadores voltariam a jornada de 30 horas se apresentassem escalas que mostrassem a sustentabilidade do hospital com este regime de trabalho. O estudo foi apresentado oficialmente à Ebserh, porém a mesma não apresentou resposta formal aos trabalhadores.

Durante a última assembleia da categoria, realizada na terça-feira (14.05), foram aprovados os encaminhamentos:

  1. Ofensiva para cima da Reitoria, que se omite diante da situação criada pela Portaria 115/EBSERH/2019. Se a superintendente da EBSERH não realiza sua função administrativa (remanejamento administrativo, remanejando de força de trabalho, otimização, etc. Criação de setores sem condições e nomeação excessiva de chefias desfalcando as escalas), exigimos que a reitoria retire a interventora atual – e seus comandados – e nomeie outro administrador, com perfil para a função, que vai cumprir com suas tarefas administrativas. A Reitoria deve ser responsabilizada pela situação, pois tem o poder de indicar a superintendente da EBSERH e aceita passivamente a ilegalidade de uma portaria da EBSERH que revoga uma portaria da Reitoria desrespeitando a autonomia de gestão administrativa da Ufmt e determinação do TCU com relação a gestão do pessoal RJU “cedido” a EBSERH. 
  1. Novo Ofício para reitoria cobrando data da audiência no CONSUNI para debater o HUJM como hospital-escola e sua relação com a UFMT (já solicitamos mas não confirmaram data); 
  1. Ofício para reitoria cobrando reunião da reitora com os trabalhadores RJU, no HUJM; 
  1. Ofensiva denunciando a superintendencia da EBSERH de ingerência administrativa, levando trabalhadores RJU a um quadro de opressão e aumento de afastamentos relacionados a jornada excessiva em ambiente de trabalho insalubre, ignorando orientação da OMS. Dar ampla divulgação das consequências da Portaria 115/EBSERH/2019, que gerou aumento do índice de adoecimentos,  aumento dos pedidos de aposentadorias, e aumento nos índices de doenças ortopédicas e relacionadas a saúde mental. 
  1. Participação na Greve Nacional da Educação de 15 de Maio, paralisando as atividades dos RJU no HUJM e participação no ato unificado das 14h no Praça Alencastro. Contestação de qualquer tentativa de coação de trabalhadores; 
  1. Rejeitar os argumentos da administração da EBSERH (ainda informais) de inviabilidade da jornada flexibilizada de 30h, comprovada pelo estudo técnico feito conforme mediação do MPF e Reitoria. Repudiar tentativa de culpar companheiros que ficaram doentes ou exercem seu direito de solicitar aposentadoria; 

7 Não aceitar acordo com a administração da EBSERH de jornada de 36h com 4 h de cursos EAD, reafirmando a posição de jornada flexibilizada de 30h; 

  1. Reunião sobre escalas e jornadas somente com mediação do MP. Acionar imediatamente a procuradora Samira pasta realização de reunião na qual a administração da EBSERH deve explicar por que não aceita a viabilidade da Jornada flexibilizada de 30h.

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