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Trabalhadores do HUJM avaliam movimento na quinta-feira (04)

Os trabalhadores do Hospital Universitário Júlio Muller terão uma nova assembleia geral nesta quinta-feira (04.04) para definir os rumos do movimento contra o aumento da jornada de trabalho imposto pela diretoria da Ebserh (empresa que administra o hospital). A retomada da greve têm sido avaliada pelo sindicato da categoria. A assembleia será realizada às 14 horas no Cemec, que fica na entrada principal do hospital, ou seja, junto aos pacientes.

“Vamos fazer a assembleia junto aos pacientes para que eles vejam a seriedade de nosso movimento. Aumentaram a jornada de trabalho dos servidores de 30 para 40 horas de forma arbitrária, sem nos consultar, e isso está colocando todo o funcionamento do hospital em risco”,  destacou a coordenadora de administração do Sintuf, Leia de Souza Oliveira.

Ela explicou que a greve foi suspensa por uma liminar onde a direção da Ebserh alegou que setores estavam sendo fechados devido a greve no HUJM. “Essa informação não é verdadeira. Os setores foram fechadas por falta de capacidade de gestão. Nós ficamos um dia de greve, só isso, e os setores continuam fechados, por que?”.

A jornada de 40 horas teve início nesta segunda-feira (01.04), porém, no levantamento realizado pelo Comando de Mobilização, as escalas estão irregulares. “Existem vários servidores que a escala foi montada com 42 horas,  46 horas, ou seja, uma verdadeira bagunça. O plantão hospitalar está acontecendo em maior número do que antes. Os trabalhadores já estão pedindo afastamento, férias, tudo de uma vez, e quem sofre com isso é a população que depende do SUS. Tudo que queremos é continuar trabalhando como se trabalha em 95% dos hospitais, com escalas de 30 horas”, reforçou a sindicalista.

Na assembleia de quinta-feira será ainda tratado dos encaminhamentos jurídicos que o sindicato adotou. Os trabalhadores devem aprofundar a cobrança de explicações sobre o afastamento superintendente eleito para o hospital, assim como a urgência de novas eleições, afinal, não se pode continuar eternamente com uma interventora.

Matéria Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT

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