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Trabalhadores da UFMT paralisam atividades nesta quarta-feira (02)

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT devem paralisar suas atividades nesta quarta-feira (02.08). O movimento faz parte do Dia Nacional de Luta em defesa das instituições de ensino públicas. Estão previstas manifestações nas guaritas de acesso da universidade, assim como abordagens de pressão junto aos parlamentares do Estado para que se posicionem pela sequencia nas investigações das novas denúncias contra Temer formuladas pela Procuradoria Geral da República (PGR).

“Vamos chamar a atenção da sociedade para os ataques que a educação está sofrendo. As universidades estão sem dinheiro para pagar a conta de energia elétrica, quem dirá fazer a tão necessária expansão do ensino superior. Pesquisas já estão sendo interrompidas, e as políticas de amparo social ao estudante, como o Restaurante Universitário, estão muito próximos do fim. No Hospital Universitário Julio Muller está faltando material básico de trabalho, falta agulha, um absurdo. Retirar o Temer da presidência, um presidente efetivamente corrupto, é o mínimo que podemos esperar e uma esperança para a população”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira.

Ela explicou que a federação dos sindicatos de trabalhadores das universidades públicas (Fasubra) tem denunciado o corte orçamentário praticado pelo atual governo e o sucateamento das instituições de ensino públicas. A medida agravada pela sanção da Emenda Constitucional (EC) nº 95 de 2016, que reduz o investimento em políticas públicas pelos próximos 20 anos, inviabiliza o funcionamento das universidades. Os cortes no orçamento e investimento geram insegurança na comunidade acadêmica. Em 2017 o custeio das universidades foi reduzido significativamente, comprometendo a expansão, consolidação e funcionamento das IFES, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
“O contingenciamento para custeio das universidades foi de 30%, para manter serviços essenciais como a limpeza e segurança, ocasionando a demissão de trabalhadores terceirizados. O aumento de casos de estupro nos campi também preocupa trabalhadores e estudantes”, reforçou a sindicalista.
A paralisação foi decidida pelos trabalhadores durante assembleia geral da categoria realizada nesta segunda-feira (31.07).

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