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Trabalhadores da UFMT paralisam atividades dia 18 de março

Os trabalhadores da UFMT aprovaram aderir a Greve Nacional em Defesa dos Serviços e Servidores Públicos do dia 18 de março. Convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, o movimento busca barrar a redução orçamentária para educação pública assim como a retirada de direitos trabalhistas prevista pelo Governo Federal. Em Mato Grosso, o orçamento da universidade em 2019 foi de 990,5 milhões, porém, para o ano de 2020, a União previu o valor de R$ 780,3 milhões, uma redução de 21%.  

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“O Governo cortou as verbas, inclusive para pagamento de servidores ativos. A lei orçamentária anual para esse ano ela está menor que a do ano passado. Não há como manter a instituição durante todo o ano. Além disso o Governo editou um Ofício do MEC cortando todos os benefícios dos servidores, como o incentivo a qualificação, insalubridade, progressões na carreira, entre outros. Trata-se de uma ilegalidade, já que estes direitos estão previstos em lei”, destacou a dirigente do Sintuf e coordenadora jurídica da Fasubra, Marilin Castro. 

Veja aqui a apresentação feita pelo Sintuf sobre o Orçamento 2020 da UFMT 

Uma análise detalhada do orçamento da UFMT foi apresentada pela sindicalista aos trabalhadores durante a assembleia geral da categoria. “Essa é a hora de mobilização. Precisamos ir para luta para garantir que isso não aconteça. A reitora ela tem autonomia de não implementar esse Ofício de acordo com o artigo 207 da Constituição, que trata da autonomia universitária. Convocamos a reitora para que ela se una aos trabalhadores para lutar contra esse Governo que só vem destruir os serviços e os servidores públicos”. 

Para a coordenadora geral do Sintuf-MT, Luzia Melo, a sociedade precisa definir qual modelo de educação quer para o país. “Nós estamos vendo uma transformação da educação pública. As universidades, após anos de expansão, estão sendo obrigadas a diminuir o atendimento, reduzir vagas, precarizar o ensino. Os efeitos destes cortes são imediatos. São os alunos carentes que deixam de receber as bolsas de auxílio permanência, as bibliotecas que não se atualizam, ofertando conteúdo ultrapassado aos acadêmicos,  laboratórios sem insumos para pesquisa, trabalhadores desmotivados, com complicações de saúde. Este é caminho que está sendo trilhado por este Governo. Pedimos a todos os trabalhadores, estudantes, mães e pais que se atentem ao que está acontecendo e lutem agora”. 

Sobre os cortes, foi destacado ainda insegurança que têm gerado no campus. Os trabalhadores aprovaram uma moção contra a violência, ressaltando o assalto no Hospital Veterinário Universitário, último caso registrado no campus. Veja aqui a nota. 

 

Daniel Dino

Assessoria SIntuf-MT

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