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Trabalhadores da UFMT criam comissão para propor alternativas de redução de despesas da UFMT e retorno da Jornada Contínua

A luta pela manutenção da jornada contínua na UFMT dará mais um passo na próxima quinta-feira (17.10). Será a primeira reunião da comissão de análise do impacto da suspensão dos turnos ininterruptos, assim como os meios para sua retomada. Esta comissão foi construída após uma reunião entre o Sintuf-MT, a Reitoria, e representantes de todos os setores que tiveram a jornada suspensa. 

“O ofício da reitora traz uma série de ações visando o contingenciamento de despesas da Universidade. Ele ocorreu em função de uma política nacional que quer estrangular o funcionamento das Universidades.  Nós questionamos a suspensão da jornada contínua visando uma economia de energia . O fato de suspender por duas horas o horário de pico das 16h30 às 19 horas não vai trazer toda essa economia prevista. Entendemos que outras medidas podem ser adotadas para diminuir o custo da energia, nós concordamos com isso, como uma campanha de conscientização e de esclarecimento junto à comunidade Universitária”, destacou a coordenadora administrativa do sindicato, Leia de Souza Oliveira. 

Em sua fala, a coordenadora geral do Sintuf-MT destacou os prejuízos diretos impostos aos trabalhadores. “Medidas em momentos difíceis são necessárias, mas a construção para essas medidas deve ser feita sem retirar direitos conquistados, e por isso construiremos outras alternativas. Nós apresentamos a Reitoria todas as dificuldades que essa medida trouxe para os trabalhadores. São pessoas que já estavam com sua rotina de vida estabelecidas, principalmente no horário do almoço onde estes trabalhadores agora tem apenas uma hora de almoço, o que impossibilita quem tem filhos e precisa fazer o transporte deles até a escola”. 

Luzia ainda comentou sobre as informações que foram coletadas pelo sindicato e como da economia esperada pela administração dificilmente será realizada. “No horário de pico, que é a hora do almoço, é impossível você sair para almoçar e voltar em uma hora. São trabalhadores que ficam no setor na hora do almoço utilizando ar condicionado, o computador… Não vai economizar, ao contrário”. 

A comissão de avaliação da situação foi montada com servidores das comissões de implantação e monitoramento da Jornada Contínua, representantes da administração e do Sintuf-MT. Eles terão 15 dias para apresentar alternativas viáveis a Reitoria ter economia em sua custeio sem prejudicar o direito dos trabalhadores. A reunião inicial com a Reitoria foi realizada no dia 7 de outubro.

 

Jornalista Daniel DIno

Assessoria SIntuf-MT

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