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Trabalhadores da UFMT acionam Justiça contra Unimed

Trabalhadores da UFMT acionam Justiça contra Unimed

Daniel Dino

Assessoria/Sintuf-MT

Os trabalhadores técnico-administrativos e docentes da UFMT decidiram acionar judicialmente a Unimed contra a ameaça de reajuste de 79% no plano coletivo de saúde. A ação questiona a posição unilateral da empresa de romper o contrato vigente com as entidades, uma vez que o processo de negociação do reajuste, iniciado em janeiro de 2014, ainda estava em curso. Na liminar, eles pedem a antecipação de tutela para que o contrato seja mantido até o julgamento final da ação.

Além de manter o contrato, ou seja, os valores que cada usuário paga a Unimed, os trabalhadores vão acionar a empresa por danos morais. “Os usuários que estão em tratamento de doenças graves como câncer, internados na UTI, ou internados em casa, o chamado home care, seus familiares, estão sofrendo muito com esta situação. Estão vendo sua vida sendo negociada”, destacou a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira.

A decisão de entrar com as ações judicias foi aprovada por uma assembleia conjunta de técnico-administrativos e professores da UFMT, com a participação de mais de 200 pessoas. Eles ainda vão procurar a Assembleia Legislativa para organizar uma Audiência Pública, onde será debatido os sequentes aumentos praticados pela empresa nos planos coletivos, sempre acima do reajuste autorizado pelo Agência Nacional de Saúde (ANS) para os planos individuais.

ABUSO

O primeiro pedido de reajuste foi pela Unimed no mês de janeiro, quando a empresa tentou praticar um aumento de 50% no valor das mensalidades. O Sintuf e a Adufmat foram contra e conseguiram barrar o abuso. Os trabalhadores concordaram em pagar o mesmo reajuste determinado pela ANS para os planos individuais, ou seja, 9,04%, índice que já está acima da inflação e superior ao reajuste do trabalhador.

A Unimed recusou a proposta e enviou uma contraproposta de 16% de aumento, que foi novamente recusada pelos trabalhadores. “É muito estranho agora ela vir nos ameaçar com um reajuste de 79%. Eles simplesmente fecharam a negociação com esta atitude. Não restou outro caminho que não a justiça. Vamos chamar a UFMT para nos ajudar nesta luta, afinal, são os seus trabalhadores que estão em risco”, ressaltou Leia.  

Veja aqui o relatório completo da Assembleia Conjunta

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