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Técnicos Administrativos paralisam atividades no dia 14 de setembro

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT vão paralisar suas atividades no dia 14 de setembro. Trata-se de um dia nacional de resistência aos ataques do Governo Temer e a exigência de estabelecimento de negociação com as centrais sindicais nessa data. A paralisação conta com a adesão dos técnicos administrativos, professores (Andes) e estudantes (UNE). A decisão de participar do ato foi tomada durante assembleia geral da categoria realizada nesta terça-feira (05.06).

 

“Os trabalhadores da UFMT continuam na luta em defesa dos direitos trabalhistas, da educação pública e de qualidade. O Governo já cortou o orçamento das universidades federais, instalando assim o caos administrativos. Teremos contas de energia elétrica não pagas, e trabalhadores terceirizados com salários atrasados. No HUJM temos dois meses de salários atrasados. Perde o trabalhador, perde a sociedade como um todo”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira.

 

As guaritas de acesso da UFMT devem ser fechadas durante os atos do dia 14. A concentração dos técnicos está marcada para às 07h30 na guarita Fernando Corrêa. Assim, a circulação de veículos estará prejudicada, porém, as pessoas poderão entrar normalmente no campus. VEJA AQUI AS FOTOS DA ASSEMBLEIA

 

Durante as falas de análise da conjuntura nacional, os trabalhadores destacaram que desde o primeiro momento, a intenção das elites econômicas dominantes era intensificar a um grau inédito o processo de rapinagem do Estado. Foi para cumprir esse papel sujo que o Temer foi colocado no Poder. Todo o preço da crise tem sido jogado nas costas dedos trabalhadores, dos assalariados, com a destruição dos serviços públicos e a retirada de todos os direitos trabalhistas.

 

Assim, os processos que resultaram na EC 95/16 (PEC 55 – congelamento dos gastos com os serviços), o brutal corte orçamentário sobre a educação, que está inviabilizando o funcionamento das IFES e provocando centenas de demissões em muitas universidades e institutos, a reforma trabalhista que desconfigurou a CLT e colocou o “negociado” acima do legislado, a nova legislação que libera a terceirização, e a reforma da previdência que tramita no Congresso Nacional, são projetos estratégicos para ampliar historicamente o nível de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

 

A negociata feita em torno da manutenção do mandato de Temer consumiu mais recursos, e por isso a conta sobre nossa classe se intensifica. O déficit anunciado, de 159 bilhões de reais, resulta de uma sangria absurda pelos pagamentos trilionários dos serviços da dívida pública, comprometendo nossas vidas e as vidas das gerações futuras.

 

A manutenção de Temer, a reforma política que está em vias de ser votada, e até mesmo a discussão de suspender as eleições presidenciais no ano que vem, demonstram o quanto é profundo o golpe, bem como o papel das instituições num regime pseudo-democrático como o que vivemos. O mercado, na impossibilidade de viabilizar Meirelles como candidato palatável à Presidência, busca formas de assegurar mais tempo para que as reformas sejam aprovadas na íntegra, sem expor os parlamentares ao julgamento das urnas.

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