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Sintuf-MT participa de audiência pública contra o fim do feriado da Consciência Negra

Os coordenadores de raça e etnia do Sintuf-MT, Vicente Alves, e Gabriel Batista,  participaram da audiência pública para discutir o projeto de lei que quer acabar com o feriado no Dia Nacional da Consciência Negra, no dia 20 de novembro, criado em 2002. A audiência foi realizada no dia 13 de dezembro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os movimentos sociais que lutam pelos direitos sociais, especificamente da bandeira da igualdade racial,  protocolaram um ofício  contra o projeto. 

O argumento usado para por fim ao feriado é de que influencia na rotina econômica das cidades afetando diversos setores com o fechamento dos comércios e de prestadores de serviços, causando prejuízos econômicos e impedindo a comercialização dos produtos e a realização do serviço nos feriados.

Os parlamentares autores da proposta se identificaram apenas como “lideranças partidárias” e nenhum deles participou da audiência.
O presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Manoel Silva, afirmou que o o feriado é uma maneira de fazer uma reflexão dos avanços e relembrar os ancestrais que lutaram pelo Brasil.

“É uma celebração e não somente um feriado do negro, e nem religioso, um feriado do povo brasileiro. Essa data é para mostrar nossa contribuição à sociedade, de como todos os povos se unem quando se fala em evolução. Não há prejuízo para o comércio, porque a maioria da população é negra em Mato Grosso”, afirmou.

O presidente do Movimento Negro Unificado , Waldir Bertulio, disse que o feriado é uma maneira de fazer uma reflexão dos avanços e relembrar os ancestrais que lutaram pelo Brasil.

“É uma celebração e não somente um feriado do negro, e nem religioso, um feriado do povo brasileiro. Essa data é para mostrar nossa contribuição à sociedade, de como todos os povos se unem quando se fala em evolução. Não há prejuízo para o comércio, porque a maioria da população é negra em Mato Grosso”, afirmou.

Desde a instituição do feriado em 2002, a data tem sido marcada por mobilizações pela igualdade social.

Em Mato Grosso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 52,8% da população se declaram pardos e 7,4% se declaram negros.

O projeto de lei que propõe o fim do feriado da Consciência Negra em Mato Grosso foi apresentado em novembro e está tramitando na Assembleia Legislativa. A votação deve ocorrer ainda neste mês.

Assessoria com Notícias do G1

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