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SÓ HÁ DERROTA PARA AQUELES QUE NÃO LUTAM!

A Greve Nacional dos trabalhadores técnico-administrativos completa nessa data 13 dias de lutas, cujo resultado positivo pode ser dimensionado na ampliação da luta do movimento estudantil, na Greve de docentes em algumas Universidades, unificando com os técnico-administrativos e com o movimento dos demais setores da educação (SINASEFE e ANDES), rumo a deflagração da Greve da Educação. Esse período foi demarcado com ações de ruas, por pressões junto aos parlamentares em Brasília e nos Estados, participação em audiências públicas, ações conjuntas com movimentos estudantis e sociais, apoio a ocupação de setores das Universidades, decisões positivas dos Conselhos Superiores a Greve e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 55/16 (antes PEC241/16).

 

 A FASUBRA congratula o conjunto da categoria que mais uma vez não se curvou diante da conjuntura adversa demarcada pelo aprofundamento dos ataques ao conjunto da classe, colocando em risco além dos direitos dos trabalhadores, a democracia, desenvolvimento social e soberania do país. O protagonismo da FASUBRA nessa resistência, sem dúvida alguma fará parte da história de luta contra o avanço do neoliberalismo no Brasil.

 

No dia 27 de outubro, vésperas do dia nacional do servidor público, num momento no qual a PEC 241/16 avança dentro do congresso nacional, o STF concluiu a decisão sobre o recurso extraordinário que restringe o direito de greve obrigando os gestores a cortarem o ponto dos trabalhadores do serviço público em greve. Um grave ataque contra o direito de greve e as liberdades democráticas! Contrariando o avanço das forças reacionárias no país, há uma resistência que cresce na educação pública encabeçada pelo heroico levante dos estudantes nas escolas públicas, institutos federais e universidades públicas. Centenas de ocupações tem furado o bloqueio da mídia, mobilizados milhares de estudantes, ganhado a simpatia da população, enfrentado a repressão da polícia e de grupos de ultra direita (MBL).

 

Questionando o ajuste fiscal do governo e os projetos que atacam a educação! A greve da FASUBRA é parte da resistência da educação pública e deve continuar na unificação das ações com a luta do movimento estudantil e com as lutas e greves de outras categorias como os companheir@s do SINASEFE que estão iniciando sua greve a partir do dia 11 e com os companheiros do ANDES-SN que também poderão iniciar um movimento paredista.

 

 O caminho da ampliação da unidade é vital para a nossa vitória. Compreendendo a necessidade de ampliar a unidade e acumular forças, foi muito acertado a greve da FASUBRA incorporar o calendário das centrais sindicais que envolve manifestações e paralisações no dia 11 e 25 de novembro. Como também foi muito acertado a participação da reunião com as entidades da educação na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) no dia 04 de novembro, no qual definiram construir uma grande caravana a Brasília no dia 29 de novembro, data que será votado em primeiro turno no senado a PEC 55/16 (antes PEC 241/16). Levando em consideração a difícil conjuntura que nos encontramos e a necessidade de construir uma ampla unidade para enfrentar a ofensiva da burguesia, o CNG/FASUBRA orienta:  

 

Preparar e organizar, com força total e prioridade, da caravana #OcupaBrasilia, convocada pelo Comitê Nacional de luta em Defesa da Educação Pública, no dia 29 de novembro, data da votação em primeiro turno da PEC 55/16 (antes 241/16).  

 

Incorporar com prioridade o calendário aprovado pelas centrais nos dias 11 e 25 de novembro com manifestações e protestos conjuntos nos estados.  

Que o CNG/FASUBRA produza um jornal de ampla circulação que seja reproduzido pelos Comandos Locais sobre a PEC 55/16 (antes 241/16) e demais medidas e ataques do governo Temer para fazer a disputa da opinião pública.

 

 Divulgar nas redes sociais um viral da enquete feita pelo senado sobre a PEC 55/16, chamando o voto contra, rumo a um milhão de votos.

 

Construir no CNG/FASUBRA um debate com palestrantes especialistas no tema da PEC 55/16 e orientar que os comandos locais façam o mesmo como atividade de greve.  

 

Que os CLGs façam almoço/janta na entrada da casa e/ou escritórios dos senadores em todos os estados em alusão ao jantar que o presidente ilegítimo Temer fez nas vésperas da aprovação da PEC na câmara.  

 

Construir atividades conjunta com os estudantes nas ocupações nas universidades.

 

Total apoio político e material.  

 

Que o CNG/FASUBRA produza uma nota de repudio as ações violentas e reacionárias do MBL, orientando os CLG a fazer o mesmo.

 

Produzir nota com ampla divulgação de apoio as ocupações dos estudantes nas universidades.  

 

Que os comandos locais divulguem nas redes sociais, outdoors e cartazes com o nome e foto dos deputados que votaram a favor da PEC 241.  

 

Que o CNG/FASUBRA faça um documento para ser distribuído para os senadores no congresso nacional que expresse a posição contraria a PEC 55 e denunciando o descumprimento do nosso acordo de greve em 2015.  

 

Que os CLG busquem articular e garantir assembleias universitárias com todas as categorias para debater e denunciar os ataques a educação pública, cobrando dos Reitores realização de Assembleias Universitárias para debater a PEC 55 e as ameaças a autonomia universitária.  

 

Buscar apoio a nossa greve nas câmaras de vereadores e assembleias legislativas como também exigir posicionamento contrário a PEC 55/16 (antes 241/16).  

 

O CNG/FASUBRA orienta que os CLG façam ampla campanha nas redes sociais contra a ampliação da terceirização para atividades-fim que será votada pelo STF no próximo dia 09 de novembro.  

 

Nota contra a privatização da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

 

 Realizar manifestações na porta do ministério público pelas liberdades democráticas e contra a repressão ao movimento sindical.

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