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Live "Mulheres Trabalhadoras em Luta" será nesta terça-feira (09)

O Sintuf-MT convida a toda a comunidade acadêmica para participar da live “Mulheres Trabalhadoras em Luta”. O evento será realizado nesta terça-feira (09) e terá início às 16 horas (horário de Brasília), sendo transmitida pelo Facebook na página da CUT. Organizado pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais – CUT, CSB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT, o protesto virtual é para reivindicar, além da defesa da vacina, do auxílio e do ’fora Bolsonaro’, a defesa do SUS e o fim da violência na vida e no trabalho.

“Em meio aos retrocessos sociais, econômicos, políticos e sanitários que assolam o país, as mulheres, em especial, as negras, são as mais atingidas. O desemprego causado pela pandemia trouxe marcas mais profundas para as mulheres e população negra e periférica, que historicamente sempre teve menos acesso aos postos de saúde, ao saneamento, às moradias dignas e às oportunidades de emprego. Com a chegada da Covid-19 essa desigualdade ficou mais acentuada”, diz trecho do manifesto que será lido na live.

A economista, doutora em desenvolvimento econômico, pesquisadora e assessora sindical na área de trabalho e gênero, Marilane Teixeira, explicou que sua participação no ato das mulheres trabalhadoras tem como objetivo tentar compreender a persistência das diferenças salariais, da segregação, do que é trabalho feminino ou não, as elevadas taxas de desemprego entre as mulheres pretas e pobres. E abordar também o tema da Informalidade e precariedade e sobre o grande número de mulheres fora do mercado de trabalho.

Para ela, é preciso discutir esses temas a partir de uma perspectiva de como se articula duas dimensões importantes do capitalismo, que são a produção econômica e a reprodução social. Segundo ela, a produção econômica é a que se opera no mercado, bens e serviços e remunera. E a reprodução social, que é o cuidado que é mais designado às mulheres e muito menos valorizado.

“Nesta interação que se articula é que estão as desigualdades, as relações de opressão e de violência contra as mulheres. A discussão em relação da reprodução social e cuidados têm grande relevância no contexto atual de aprofundamento do neoliberalismo, políticas de austeridades e de crise”, explicou Marilane.

 Facebook da CUT.

 

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