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GREVE: Trabalhadores da UFMT aprovam na Assembleia Legislativa carta em defesa da valorização das carreiras da educação superior Federal

Os trabalhadores da UFMT aprovaram uma carta de valorização das carreiras da rede federal de educação e o fortalecimento das instituições de ensino superior. A carta foi debata em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta quinta-feira (16.05). O texto destaca a importância das 69 universidades federais brasileiras, que acolhem aproximadamente 1,1 milhão de estudantes e operam 51 hospitais universitários, formando a maior rede de hospitais públicos do país.

O documento será enviado ao gabinete da Presidência da República, ao Ministério da Educação e ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

“Essas instituições são responsáveis por 95% das pesquisas científicas no Brasil, desempenhando um papel crucial no desenvolvimento do país e na redução das desigualdades sociais. Nos últimos anos, as universidades federais enfrentaram severos cortes orçamentários e um congelamento de salários que comprometeram a infraestrutura e as condições de trabalho”, destacou a coordenadora geral do Sintuf-MT, Luzia Melo.

A carta ressalta os desafios da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Ela denuncia a extinção e congelamento de cargos, a insuficiência de concursos públicos e a precarização resultante da terceirização na área administrativa.

Apesar das promessas contidas no programa governamental “Diretrizes para o Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil 2023-2026”, a realidade das universidades federais continua crítica. A proposta do “Arcabouço Fiscal” mantém a limitação dos gastos sociais, dificultando ainda mais a alocação de recursos essenciais para a educação.

Um exemplo disso foi a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, que destinou R$ 5,8 bilhões para as Instituições Federais de Ensino (IFES), um valor significativamente inferior aos R$ 8 bilhões alocados em 2014. A UFMT, por exemplo, viu seu orçamento de custeio reduzir de R$ 120 milhões a R$ 130 milhões em 2013 para apenas R$ 82 milhões em 2023, operando atualmente com cerca de um terço da capacidade de anos anteriores.

“É urgente a necessidade de recomposição salarial para os técnicos-administrativos e docentes, com uma defasagem salarial que varia de 39,92% a 53,17%. A greve unificada dos trabalhadores da educação federal, envolvendo a FASUBRA, ANDES e SINASEFE, reivindica não apenas a recomposição do orçamento das instituições, mas também reajustes salariais, reestruturação das carreiras e a revogação de normas prejudiciais aprovadas em governos anteriores”, reforçou a coordenadora administrativa do Sintuf, Marillin Castro.

VEJA ABAIXO A CARTA COMPLETA:

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