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Entidades manifestam repúdio contra tentativa de deslegitimar consulta eleitoral para Reitoria

O Sintuf-MT reitera seu compromisso com a democracia interna na universidade, especialmente em relação ao processo eleitoral para a escolha da nova Reitoria. O sindicato assina com a Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMAT), e o Diretório Central dos Estudantes, uma nota de repúdio contra tentativas de deslegitimação da consulta informal para escolha da reitoria.

“A nota destaca a importância da manutenção dos processos democráticos e transparentes dentro da instituição, assegurando que as eleições sejam realizadas de forma justa e isonômica”, explicou a coordenadora geral do Sintuf, Luzia Melo.

 

A Comissão de Ética e Comando de Greve do SINTUF-MT, por meio do documento OF. N° 041/2024, expressou preocupação com as ocorrências que estão sendo imputadas ao movimento grevista, que luta por uma recomposição salarial significativa. A comissão reforça que irá considerar a transmissão da reunião como serviço essencial. “É uma agenda que acontece a cada quatro anos, fundamental para democracia da instituição. Esse ponto não havia sido consultado ou requisitado ao Comando”, destacou a diretora admnistrativa do Sintuf, Marilin Castro.

O sindicato defende o direito de greve e busca garantir que nenhum membro seja responsabilizado por ações que afetem a normalidade das eleições ou outras atividades acadêmicas. A entidade propõe que as reuniões do Colégio Eleitoral sejam feitas presencialmente ou de forma híbrida, permitindo a transmissão ao vivo para que toda a comunidade acadêmica possa acompanhar os procedimentos.

 

Por outro lado, a nota de repúdio emitida pelas entidades representativas aponta uma forte defesa do processo democrático instituído na universidade, que tem enfrentado desafios desde o “golpe implementado em 2020”. As entidades garantem que não aceitarão novas tentativas de deslegitimação das eleições para reitor e vice-reitor, destacando a importância de um colégio eleitoral que respeite a autonomia universitária e os processos democráticos. “Qualquer tentativa de deslegitimação do resultado da consulta informal será um terrível golpe à democracia interna”, declara a nota.

A situação na UFMT destaca a complexidade dos desafios enfrentados por instituições públicas de ensino superior no Brasil, onde questões de governança e direitos laborais se encontram frequentemente interligadas, exigindo um equilíbrio delicado entre administração, corpo docente e técnico-administrativo em um ambiente cada vez mais politizado.

A greve, que teve início em 14 de abril de 2024, vem para contestar a perda salarial acumulada de 53,17%, conforme índices do DIEESE. “Observem o valor de nossos salários, que hoje impactam na permanência de servidores no quadro”, enfatiza o documento, alertando sobre a possível inferioridade do piso salarial em relação ao salário mínimo em janeiro de 2025 se nenhum ajuste for realizado.

O Sintuf segue na luta para promover um ambiente de trabalho justo e digno para os técnico-administrativos da UFMT, além de fortalecer a governança participativa e democrática dentro da universidade.

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