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Edição 2024 do IX Fórum Social Mundial da População Idosa

A FASUBRA Sindical participou, de 22 a 26 de janeiro, em Porto Alegre-RS, do IX Fórum Social Mundial da População Idosa – um outro mundo é possível, com a representação da  Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria,  através das Coordenadoras Tereza Fujii e Elma Dutra que estiveram no evento como ouvintes e como protagonistas.

A Live da FASUBRA, no Dia dos Aposentados, foi reprisada para o Fórum, que trouxe a discussão sobre todos os temas inerentes a essa parcela da categoria e o entendimento do quanto essa discussão sobre o tema é recente e precisa ser feita  de forma mais célere, no sentido de que sejam produzidas  políticas públicas para atender com qualidade de vida essa parcela da população, a que mais cresce no País.

De acordo com Tereza Fujii, o Estatuto da Pessoa Idosa, do Senador Paulo Paim – PT, foi um avanço sancionado pelo Presidente Lula. “Essa discussão precisa continuar, no sentido de atualizar o estatuto de forma que contemple a realidade atual, uma população que cada vez vive mais e precisa de cuidados. Os desafios são imensos. Essa parcela da população é muito diversificada, nas suas necessidades físicas, psicológicas e financeiras. Cada parcela dessa população necessita de formulação de políticas públicas, que não podem ser mais pulverizadas, mas precisam ser política de Estado para formar uma rede de proteção a pessoa idosa, que não mude ou sofra retrocessos a cada  mudança de governo”.

Tereza ainda mencionou que “é preciso continuar essa discussão que vai desde os espaços de vivência, de maneira que o/a idoso/a tenham segurança, até a inserção na sociedade inclusive através de exercícios físicos e jogos para idosos. O direto de ter acesso a tratamentos alternativos PICs (Práticas Integrativas e Complementares), meditação, locais onde possam conviver e contar suas histórias, enfim viver e não ficar segregado da sociedade esperando a vida chegar ao fim, mas ter qualidade de vida até o fim tem que ser um direito de todos e todas, mesmo tendo consciência que os desafios são enormes, inclusive financeiros, saímos recicladas (os) e dispostos a lutar por nossos direitos”, destacou a coordenadora da FASUBRA.

Os cinco dias do IX Fórum Social Mundial da População Idosa foram de muita reflexão. É preciso que as discussões sejam aprofundadas no sentido de conseguir avanços para políticas públicas mais efetivas, mesmo tendo consciência de que os desafios são muitos, não são pequenos e é preciso resistir.

As Coordenadoras da FASUBRA Tereza Fujji e Elma Dutra, juntamente com companheiros(as) aposentados(as) de Porto Alegre, Pelotas e Manaus estiveram presentes nas intensas discussões sobre vários assuntos, entre eles: Políticas do Envelhecimento  em Saúde; Políticas Públicas e Ações Mundiais sobre Envelhecimento; Oficina de papietagem 60+; Preparação para a Aposentadoria; Geronto Art – Cuidados 60+; Inclusão Dugital; Rede de Universidade para Sênior; Longevidade e Turismo; Viver mais e reinserção no mercado de trabalho; Biodança como PICS na Saúde da Pessoa Idosa; Assistência para a Pessoa Idosa; Diálogos Intergeracionais; Os 20 anos do Estatuto da Pessoa Idosa: Avanços e Perspectivas; Controle Social e Himanizacão no Acolhimento da Pessoa Idosa; Conselhos dos PCDS Idosos e Políticas Públicas; Gênero, Sexualidade e Afetividade na Velhice – Desafio Contemporâneo; Espiritualidade e Envelhecimento em ILPI; Violência contra a Pessoa Idosa; Violência contra a Mulher; Esporte e Políticas Públicas para a Pessoa Idosa; Programas de Habitação para Pessoa Idosa no Brasil; Geronto Arquitetura; Longevidade e Meio Ambiente; PET Terapia para Idosos; A Meditação 60+ na Vida Diária; Jogos para Pessoa Idosa na Orla do Guíba; Sarau Literário; Atividade Física na Terceira Idade; Aprovação da Carta do IX FSMPI.

Um dos temas foi a reinvindicação de Porto Alegre para sediar a Terceira Assembleia Mundial sobre Envelhecimento – AME III – Assembleia Mundial do Envelhecimento. É relevante ressaltar que trazer essa discussão para o Brasil é de extrema importância. É preciso cuidar de quem cuidou das gerações mais novas. A AME acontece a cada 20 anos, com a participação da ONU e outros órgãos mundiais. Porto Alegre estará nos olhos do mundo com a vinda da AME.

 

De acordo com Elma Dutra“foi muito importante a participação da Coordenação de Aposentadas/os e Assuntos de Aposentadoria, no Fórum Social Mundial População Idosa, em Porto Alegre-RS. Quando pensamos que teremos em 2060 mais pessoas idosas do que jovens no Brasil, e que atualmente16% da população mundial tem mais de 65 anos, percebemos o quanto é necessário os governos se preocuparem com políticas públicas e qualidade de vida para essa parcela da população, incluindo atendimento à saúde e combate às violências de toda natureza, a começar pela doméstica.”

Elma também ressaltou que “mesmo com muitos conselhos de apoio à pessoa Idosa, esparramados pelo país, delegacias especializadas, núcleos de estudos nas universidades federais, órgãos de defesa nas três esferas governamentais e atendimento preferencial no SUS, a política de atendimento e de respeito à pessoa Idosa, está muito longe de ser a ideal. A isso soma-se a falta de letramento, com grande número de analfabetos entre a população 60 +, com o agravante da falta de letramento nas mídias digitais, o que dificulta muito a comunicação que agora é instantânea. Outro fator preocupante é o atendimento precário, por parte dos governos, da política de moradias para a pessoa idosa. São poucas as cidades que oferecem esse programa, com a construção de condomínios acessíveis à população de baixa renda. Enquanto isso, as construtoras oferecem condomínios de luxo, com boa acessibilidade, para as pessoas de alta renda. Outra questão são as ILPIs, ( Instituições de Longa Permanência para Idosos(as), tanto públicas como privadas, conhecidas popularmente, como depósitos de pessoas idosas, que não têm famílias, ou que têm, mas as famílias não as querem.

Os 20 anos do Estatuto da Pessoa Idosa, Lei Federal 10.741, de 01 de outubro de 2003, de autoria do Senador Paulo Paim, que na sua maioria não é respeitado. Infelizmente, a grande maioria das pessoas idosas, nem sabe que tem uma lei que os protege e que os defende das agressões e desrespeito.”

Ainda de acordo com Elma Dutra, “outra importante discussão foi a preparação para a aposentadoria, com auxílio de psicólogos/as, educadores/as financeiros/as, educadores/as digitais, educadores/as artísticas, e volta ao mercado de trabalho. Este programa procura não deixar que a pessoa depois de aposentada, entre no isolamento social, o que pode trazer, além do adoecimento físico, o adoecimento mental, tão recorrente nos dias atuais. Um outro dado alarmante é o de que mais de 6 milhões de pessoas idosas trabalham formalmente no Brasil. E um outro tanto, sem dados e números oficiais,   sem nenhum registro, trabalham informalmente, sem nenhuma segurança para manter suas famílias.

Elma ainda completou: “Quando pensamos que nossos problemas de servidores/as públicos/as são os mais sérios, descobrimos que existem pessoas 60+ vivendo em condições sub-humanas. Basta observarmos as calçadas das cidades cheias de moradores/as em situação de rua. E grande parte são pessoas idosas que até já perderam suas referências”.

 

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