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Doutorado: Leia Oliveira defende tese da mulher trabalhadora nesta quinta-feira (16)

 Um estudo sobre as relações de trabalho, formas de opressão e exploração impostas às mulheres trabalhadoras mato-grossenses entre os anos de 1940 e 1960. Este é o tema central da tese de doutorado da historiadora Leia de Souza Oliveira, que irá apresentar o seu trabalho nesta quinta-feira (16.02), às 14 horas, no Auditório M do Instituto de Linguagens, UFMT.

 “A pesquisa foi feita a partir da análise dos processos judiciais da 23ª região do Tribunal Regional do Trabalho – Mato Grosso. São dados reais, de mulheres que desbravaram o mercado de trabalho para a sociedade que temos hoje. Por meio de relatos, apresentamos os diferentes contextos socioespaciais, marcados pela inferiorização e invisibilidade do saber-fazer feminino”, reforça a historiadora.

 Ela explica que sempre existiu um descaso e a opressão no imaginário coletivo, estes entendidos em larga medida como “problemas das mulheres”. Foram analisadas 1.256 peças judiciais, impetradas por mulheres, permitindo a percepção dos indícios presentes nas falas dessas trabalhadoras, dando voz a setores excluídos e invisíveis na história.

 “Fica evidente em nossa pesquisa como se deu o enquadramento das mulheres em espaços de trabalho disciplinado; punições e justificativas para a demissão por justa causa; e desqualificação do objeto das ações. Da mesma forma, ainda é feito uma problematização do resultado dessas ações, uma vez que seus desdobramentos são mais amplos, abarcando os interesses sociais e econômicos, não se restringindo ao atendimento das pretensões das reclamantes”, adianta Leia de Souza.

 A gestão Ação e Luta convida a toda comunidade da UFMT para participar dessa apresentação, a conhecer e refletir sobre a temática. “Quero destacar a importância da companheira Léia, uma mulher que sempre se dedicou a luta sindical, a luta da mulher. É um exemplo que inspira a todos nós do Sintuf, e nós hoje a parabenizamos por mais esta etapa em sua vida”, destacou a coordenadora geral do SIntuf, Luzia Melo.

 A apresentação do trabalho é aberta a todos.

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