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Cuiabá

Assessora parlamentar destaca papel da mulher na política durante seminário

Daniel Dino

Assessoria/Sintuf-MT

A história e o atual cenário da mulher na política foram destacados pela assessora parlamentar e ex-dirigente da Fasubra, Marcia Abreu. Ela foi uma das palestrantes do seminário Mesa Redonda ‘O papel da mulher na sociedade, na política e no trabalho’, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT).

Ela iniciou sua palestra descrevendo o cenário vivido pelas mulheres durante a ditadura militar brasileira, onde a crueldade era ainda maior, já que os militares defendiam o espaço de luta como exclusividade dos homens, ou seja, a mulher era reprimida do direito de lutar.

Retornando um pouco no tempo, ela citou as pioneiras na política nacional, como Luiza Alzira Soriano Teixeira, a primeira prefeita do Brasil, em Lages, rio Grande do Norte, 1928; e Carlota Pereira de Queirós, a primeira mulher eleita deputada federal, em 1932. “Para se ter uma ideia, não havia banheiro feminino no Congresso Federal próximo ao plenário, tiveram que fazer uma reforma as pressas para construir o banheiro”, destacou Marcia.

A conquista aconteceu de forma lenta, já que somente em 1982 foi instituída a primeira mulher como ministra, e em 1986 foram eleitas as primeiras prefeitas de capital e governadora. “É tudo muito recente. A mulher compõe 51% da população, mas devido às relações de poder, é considerada minoria na sociedade”, pontuou a assessora parlamentar.

Uma série de pequenas vitórias tem acontecido, como em 2009, quando foi aprovada a cota eleitoral de gênero. A Lei 12.034/09 acresceu que ‘do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo’. Mas somente em 2011, “ontem”, foi aprovado que o não cumprimento deste dispositivo resultaria em perdas para o fundo partidário.

MÍDIA

“Temos empresas patrocinadoras da Copa do Mundo do Futebol que vendem a imagem do Brasil como um ponto de turismo sexual”, citou a palestrante fazendo referência a campanha de uma marca esportiva que traz a frase ‘Eu amo o Brasil’, só que dentro do coração aparece um biquíni que transforma o sentido do símbolo. “Os meios de comunicação em sua maioria estão nas mãos de homens, e é muito complicado levar este debate adiante”, revelou Marcia.

UNIVERSIDADE

A ex-dirigente da Fasubra lembrou que a mulher possui pouco espaço dentro dos espaços de poder na universidades federais. “A UFMT hoje é uma exceção neste cenário. Nas demais universidades, a maioria dos cargos é ocupada por homens. As mulheres têm sido preteridas, e quando falamos de mulheres técnico-administrativas, este quadro fica ainda pior”.    

O seminário Mesa Redonda ‘O papel da mulher na sociedade, na política e no trabalho’ foi realizado na sede do Sintuf-MT, no dia 14 de março.

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