Cuiabá (MT), 25 de junho de 2022 - 21:24

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FASUBRA exige justiça pelo duplo assassinato do servidor da Funai e do jornalista inglês

O Brasil mais uma vez é manchete internacional. Os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips chocaram o mundo. Eles estavam desaparecidos desde o último dia 5/06 na região amazônica do Vale do Javari e, nesta quarta-feira (15/06), o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou os crimes à Polícia Federal. Ele teria agido junto com o irmão, Oseney da Costa de Oliveira, e a PF acredita que novas prisões podem acontecer. A FASUBRA Sindical lamenta o brutal duplo homicídio, se solidariza com os familiares e exige justiça ao servidor e ao jornalista.

Os crimes são mais uma tragédia anunciada em razão da política de desmonte do Estado brasileiro pelo governo Bolsonaro. Importantes órgãos federais do serviço público, das áreas de fiscalização e de defesa ambiental (ICMBio e Ibama – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) foram desmantelados. A própria Funai (Fundação Nacional do Índio) foi militarizada e as políticas de intimidação das servidoras e servidores passaram a ser uma constante, além de práticas do governo Bolsonaro contra os povos indígenas. A militarização da Funai tem o propósito de favorecer a ação de garimpeiros, contrabandistas, ruralistas, caçadores, pescadores, madeireiros ilegais e narcotraficantes na Amazônia. A PF suspeita que Bruno estaria atrapalhando os negócios de um chefão da Colômbia que lidera o esquema de compra de pescado clandestino na região da tríplice fronteira.

Os homicídios são uma demonstração da política de ataque à Amazônia iniciada ainda pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salle. Ele chegou a afirmar que era preciso “aproveitar” a pandemia para “ir passando a boiada” de desregulamentações. Em entrevista à GloboNews, o delegado da PF Alexandre Saraiva denunciou políticos bolsonaristas e os ligou à “máfia da Amazônia”. Além do ex-ministro, Saraiva citou parlamenteares, os classificou como “marginais” e disse que existe uma Bancada do Crime da Amazônia. Entre os citados estão: os senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Telmário Mota (Pros-RR), além da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Um dossiê intitulado “FUNDAÇÃO ANTI-INDÍGENA: Um retrato da Funai sob o governo Bolsonaro”, elaborado pelo INA – Indigenistas Associados e pelo Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos, foi divulgado essa semana e traz 172 páginas sobre o processo de militarização do governo Bolsonaro na Funai e outros órgãos. O documento traz uma frase do presidente, ainda em campanha, em agosto de 2018, publicada na Gazeta. “Pelo amor de Deus, hoje um índio constrói uma casa no meio da praia e a Funai vem e diz que ali agora é reserva indígena. Se eu for eleito, vou dar uma foiçada na Funai, mas uma foiçada no pescoço. Não tem outro caminho”, afirmou. O dossiê descreve como “a erosão por dentro da política indigenista se soma a políticas como ambiental, cultural e de relações raciais”, o que os pesquisadores que produziram o documento conceituam como “assédio institucional” e “modus operandi” do governo federal.

Veja a íntegra do dossiê: https://bit.ly/39EUtg5.

Bruno Pereira, presente!

Dom Phillips, presente!


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