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Cuiabá (MT), 29 de novembro de 2020 - 12:12

Notícias

19/11/2020 18:15

Negros e Negras tem salários menores e dificuldade na garantia de direitos

O dia da Consciência Negra 2020 deve ser encarado como um ponto de reflexão sobre as desigualdades de raça que perduram no país. Temos um cenário de desafios e uma dívida histórica com os afrodescendentes.  A equidade e igualdade de direitos é uma bandeira de luta antiga e atual dos movimentos sociais. Mesmo em tempos de pandemia, onde a sobrevivência da população deveria ser o único ponto a ser analisado, o levantamento feito pelo Instituto Locomotiva mostrou que a prática não foi bem assim... 

O Sintuf-MT convida a toda a comunidade da UFMT para refletir sobre este estudo. 

No documento, produzido a pedido da Central Única de Favelas, fica demonstrado que a maioria dos que solicitaram ao Governo Federal o auxílio emergencial de 600 reais eram da raça negra. Realizado no mês de junho, o estudo mostrou que entre os negros que solicitaram o auxílio, 74% tiveram o pedido liberado. Já entre os entre os não negros a aprovação foi de 81%. 

A pesquisa também mostrou que a crise afetou de forma desigual as famílias negras. 73% das pessoas pretas e pardas tiveram redução na renda devido à pandemia, índice que cai para 60% entre as brancas. Quase a metade das negras (49%) disse que deixou de pagar alguma conta no período, enquanto o percentual ficou em 32% para as brancas. 

“Estes dados mostram que as pessoas negras precisam sempre provar um pouco a mais que merecem receber qualquer direito, que possuem rendas menores, que a sobrevivência é mais difícil. Já que, através da educação, o ser humano é livre e emancipado, a UFMT possui um papel fundamental neste processo. A cara da universidade mudou desde que a política de cotas foi implementada, e isso agora corre risco de ser reduzido, é o anseio do Governo Federal, assim como as cotas para os concursos. São ações importantes para tentar mudar este triste cenário nacional, mas são políticas públicas que levam tempo para concluir seus objetivos”, destacou a historiadora e diretora de administração do Sintuf-MT, Leia de Souza Oliveira. 

Ela citou o exemplo da eleição da candidata negra à Câmara Municipal dos Vereadores de Cuiabá, Edna Sampaio. “Cuiabá, a exemplo de todo o país, ampliou a presença feminina, de homossexuais e da raça negra nas Câmaras Legislativas. Isso é uma clara indicação que vai ter luta, que a população não vai aceitar a retirada de direitos e um retrocesso para o passado de opressão. Neste dia da Consciência Negra vamos recarregar as energias para os novos desafios que se aproximam”. 

Renda familiar 

Segundo o estudo, as classes D e E são compostas majoritariamente por pessoas negras (76%). Por outro lado, As classes A e B são na maioria (63%) brancas. A renda média das pessoas negras é de R$ 1.764 por mês e das brancas, de R$ 3.100. Ao observar especificamente os cargos de chefia, 66% dos brasileiros têm chefes brancos, 21% pardos e 10% pretos. 

Mesmo com qualificação, a diferença de remuneração permanece. Os homens negros com ensino superior recebem em média R$ 4.990 e as mulheres negras, R$ 3.067. Os homens brancos com diploma tem um salário médio de R$ 7.286 e as mulheres brancas, R$ 4.566. 

Entre os homens negros com mais de 25 anos, apenas 9% têm ensino superior, índice que fica em 13% para as mulheres negras. Em relação aos homens brancos na mesma faixa de idade, 23% têm diploma, percentual que chega em 27% entre as mulheres brancas. 

 

Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT

(Com informações do Instituto Locomotiva)


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