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29/11/2017 08:54

Trabalhadores da UFMT confirmam participação em ato da Greve Geral na Praça Alencastro

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT confirmaram sua adesão a Greve Nacional ‘Contra Reforma da Previdência e retirada de direitos’ convocada pelas centrais sindicais para próxima terça-feira (05.12). O ato unificado em Cuiabá será realizado na Praça Alencastro às 15 horas, sendo que um ônibus sairá do Sintuf-MT às 14 horas.

“A deliberação de nossa assembléia foi a concentração de forças para o ato da greve geral. Acreditamos que esta será a última pá de terra para enterrar este Governo golpista. Os ataques feitos pelo Michel Temer implica em grande retrocesso aos trabalhadores, ao desenvolvimento do país, e não podemos permitir que um Governo como este continue. Fora Temer”, destacou o coordenador de Formação do Sintuf, Fabio Ramirez.

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT estão em greve desde o dia 10 de novembro. As assembleias são realizadas todas as terças feiras, porém, em virtude do ato na Praça Alencanstro, a próxima assembleia da categoria será realizada na quarta-feira (06), às 08h30, na sede do sindicato.

"Nesta quarta-feira (29), cerca de 40 trabalhadores da UFMT retornam de Brasília, onde estavam participando de manifestações contra o fim de nossa carreira e retirada de orçamento da Educação. Vamos aproveitar este entusiamos para fazer um grande ato em Cuiabá", pontuou a coordenadora geral do Sintuf, Leia de Souza Oliveira. 

Principais perdas para os trabalhadores

Perda no valor da aposentadoria

A nova proposta vai diminuir o valor a ser pago aos trabalhadores em praticamente todas as faixas, conforme tabela abaixo. Mesmo quem conseguir atingir a idade mínima imposta na nova proposta, mas contribuir, por exemplo, apenas 15 anos, que é o tempo mínimo exigido, vai receber apenas um benefício parcial, de apenas 60% da média de todas as suas contribuições.

 

 

Aposentadoria por tempo contribuição

 

Já a possibilidade de se aposentar por tempo de contribuição – hoje correspondente a cerca de 5,4 milhões dos benefícios concedidos – não será mais possível, caso a nova proposta de Temer para a Previdência for aprovada pelo Congresso Nacional. Após o período de transição previsto no projeto, que vai de 2018 a 2042, apenas quem atingir a idade mínima - 65 anos, homem, e 62, mulher – conseguirá se aposentar no Brasil.

E só terá direito à aposentadoria integral (benefício de 100% da média de todas as contribuições, sem descontos) se, além de atingir a idade mínima, completar 40 anos de contribuição.

Por exemplo, um homem, com 55 anos de idade e 33 anos de contribuição, precisaria, com as regras atuais, de mais dois anos para ter o direito de se aposentar por tempo de contribuição. Para receber o benefício integral com a fórmula 85-95 - modalidade instituída no governo da presidenta eleita legitimamente, Dilma Rousseff - teria de trabalhar mais 3,5 anos. Já com a nova regra proposta por Temer, após o período de transição, este mesmo homem só poderá se aposentar com 65 anos e, para receber o valor integral, terá de ter contribuído por 40 anos.

 

Regras servidores públicos

Os servidores públicos também entraram na mira do ilegítimo Temer. O tempo mínimo de contribuição para que os servidores tenham direito à aposentadoria será de 25 anos, com o valor correspondente a 70% da média salarial.

 

As regras atuais possibilitam aos servidores públicos que entraram em 2012 o direito de receber até o valor integral de seu salário. Com as regras previstas na proposta reciclada do governo, para o servidor/a atingir o valor integral, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31 -, terá de contribuir por 40 anos.


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