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Cuiabá (MT), 19 de setembro de 2019 - 00:32

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21/08/2019 14:24

Mulheres da UFMT marcam presença na Marcha das Margaridas 2019

Um grande ato contra toda forma de exploração, dominação, violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres. Assim pode-se resumir a Marcha das Margaridas, realizada a cada quatro anos desde 2000, em Brasília. A edição 2019 foi realizada na última semana e contou com a representação do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFMT (Sintuf-MT). 

De volta a Cuiabá, Gisele Marques, coordenadora da pasta da Mulher no Sintuf, contou um pouco da importância desse grande movimento nacional. “Estar participando do maior movimento social voltado para a Mulher é uma oportunidade única de somar forças com as mulheres militantes de toda a América Latina. Este ano a marcha das margaridas atingiu um público feminino quase 100 mil mulheres indígenas, camponesas e ativistas que marcharam pelas ruas de Brasília para defender a democracia, a reforma agrária, a agroecologia, a vida, a água e o meio ambiente. Além disso, houve reivindicação contra toda forma de desmoralização e violência voltada para a mulher, principalmente protestos de retirada de direitos advindo do governo vigente”.

A dirigente aproveitou a oportunidade para ouvir de outras líderes femininas a percepção das mesmas sobre o cenário da mulher atualmente no Brasil. “A mulher no Governo Bolsonaro ficou sem visibilidade, sem importância. A Marcha das Margaridas se transformou em um grito de denúncia contra o governo por suas políticas de flexibilização de agrotóxicos e pelos projetos de Bolsonaro de abrir terras indígenas ou zonas protegidas para a exploração mineira. A multidão percorreu a Esplanada dos Ministérios até as proximidades do Palácio do Planalto com cartazes em defesa da soberania popular, por um Brasil livre de violência, e gritando Lula livre”.

“Foi contagiante ver mulheres na Marcha das Margaridas carregando flores e usando chapéus de palha e roupas roxas, a cor que é símbolo da manifestação, cantando o hino saudando a valorização feminina. Houve muitos discursos que qualificaram o Bolsonaro como Misógino, racista e homofônico’’. 

O cenário local também foi tema de análise de Gisele. “Precisamos dizer não a toda política de desmonte dos direitos públicos. Nunca tivemos um presidente que desrespeitou tanto Mulher. Estamos perdendo direitos conquistados dentro da conjuntura das universidades federais. A exemplo disso temos a reforma da previdência que aumenta a jornada de trabalho feminina. E outro absurdo quando retira o direito da mulher de se afastar do seu local quando há insalubre”. 

O Sintuf, através da pasta da mulher trabalhadora, e nos espaços de organização política na UFMT, constituirá novos debates acerca da defesa e ampliação dos direitos das mulheres. 

A primeira Margarida

Margarida Maria Alves é a “força inspiradora” da Marcha. Trabalhadora rural nordestina, conseguiu romper o padrão machista e ocupou, por 12 anos, a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Aliada à trajetória sindical, Margarida lutava e incentivava suas companheiras a lutar pelo direito à terra, pela reforma agrária. Também queria que as mulheres estudassem e fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Aos 40 anos de idade, em 12 de agosto de 1983, Margarida foi assassinada na porta de casa. Pistoleiros armados de calibre 12 atiraram no seu rosto, na frente de seu filho e de seu marido. 

O crime foi uma retaliação às denúncias que a sindicalista fazia contra abusos e desrespeito aos direitos dos trabalhadores nas usinas da região. “Seu nome se tornou um símbolo nacional de força e coragem cultivado pelas mulheres e homens do campo, da floresta e das águas”, lembra a cartilha das Margaridas. “É em nome dessa luta que a cada quatro anos, no mês de agosto, milhares de Margaridas de todos os cantos do País marcham em Brasília, num clamor por justiça, igualdade e paz no campo e na cidade.

 

Matéria Daniel Dino

Assessoria Sintuf-MT


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