Conjuntura

23/11/2017 08:31

Federação denuncia a proposta de desmonte das carreiras do funcionalismo público

A FASUBRA Sindical participou da audiência pública “ Em defesa dos serviços públicos, contra o pacote de maldades”. O evento ocorreu na tarde de segunda-feira, 20, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e Legislação Participativa do Senado Federal. Representou a Federação o coordenador geral Gibran Jordão. Presentes os integrantes do Comando Nacional de Greve da FASUBRA.

 

Jordão parabenizou o senador Paulo Paim pela realização da audiência e informou sobre a greve da Federação deflagrada no dia 10 de novembro. De 69 instituições federais de ensino, 35 estão em greve. O movimento paredista tem como eixo a defesa da universidade pública e dos serviços públicos, contra a reforma da Previdência, a defesa da carreira dos TAEs, contra o pacote de maldades do governo Temer aos direitos do funcionalismo.

 

Caravana Nacional

O coordenador informou sobre o calendário de lutas unificado com entidades do funcionalismo, destacando a Caravana Nacional no dia 28 de novembro. Trabalhadores do serviço público federal de todo o país estarão reunidos para expressar sua indignação com uma grande manifestação em Brasília-DF.

 

Ofensiva

O governo de Michel Temer tem desenvolvido uma ofensiva contra os serviços públicos e o funcionalismo em duas iniciativas, de acordo com Jordão. O corte de R$ 40 bilhões no orçamento para órgãos públicos só neste ano, dificulta a prestação de serviços. Como exemplo o coordenador citou a dificuldade da polícia federal em emitir passaportes e o corte de orçamento e investimento nas universidades anunciado por reitores.

 

 

Caso a política de corte de gastos não seja revertida, várias universidades não terão dinheiro para pagar contas de água, luz, contas básicas,  fechando as portas, segundo notas publicada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “Isso é muito grave porque, não é só um ataque ao funcionário público, mas um ataque à população brasileira que paga muitos impostos e quer ter o retorno desses serviços públicos gratuitos e de qualidade”.  

 

Segundo Jordão, trabalhadores de órgãos públicos como a Receita Federal, auditores fiscais do Ministério do Trabalho, afirmam que estão comprometidas e ameaçadas as demandas porque existe um corte drástico do orçamento.

 

Alerta à população

Para a FASUBRA, a primeira denúncia dos servidores públicos é alertar a população de que, a política desenvolvida pelo governo Temer afeta diretamente a própria demanda do trabalhador brasileiro, que precisa de serviços públicos que envolvem educação, saúde, segurança pública, e outras.

 

A segunda iniciativa do governo federal por meio de ataques aos direitos dos trabalhadores do serviço público federal, expressa na MP 805/17, aumenta e confisca parte do salário e adia ajustes acordados com várias categorias. “Isso é muito grave porque os trabalhadores do serviço público federal - embora o governo queira fazer uma propaganda de que nós somos privilegiados - sequer tem direito a negociação coletiva, somente após muitas greves e lutas conseguimos fazer um acordo, o governo vai lá e adia o acordo assinado”.

 

Reestruturação

A FASUBRA denunciou a proposta do governo de reestruturação das carreiras do funcionalismo público. “Leia-se, destruir todas as conquistas que nós lutamos muito pra conseguir nos últimos 30 anos, nossos planos de carreira”.

 

Na ocasião, o coordenador informou que Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados quer votar a reforma da Previdência no dia 06 de dezembro. Para Jordão, a propaganda milionária do governo tem como objetivo acabar com privilégios. “E atacar o serviço público, se o governo quisesse acabar com privilégios, acabaria com a própria aposentadoria do Temer, que aposentou recebendo muito, trabalhando pouco. Se quisesse mesmo acabar com privilégios atacava o lucro dos grandes bancos, das grandes fortunas, isso é acabar com privilégio”.

 

Para Jordão, caso o governo insista votar a reforma da Previdência, será necessária a construção de uma nova greve geral chamada por centrais sindicais e o funcionalismo público.

 

Confira a matéria da Agência Senado: Entidades sindicais fazem defesa do serviço público e criticam medidas do governo

 

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical


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