Conjuntura

19/11/2017 09:23

20 de novembro da Consciência Negra e de lutas

O mês de novembro é marcado pelo Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20, data em que foi assassinado Zumbi dos Palmares, líder quilombola e símbolo nacional da luta pela liberdade do povo negro.

 

O 20 de novembro é reivindicado em todo o país para relembrarmos o quão violento foi o processo de colonização e escravidão, que submeteu os povos indígenas e negros a um regime desumano. A Lei Áurea, sancionada pela Princesa Isabel, colocou uma falsa ideia de liberdade aos povos pretos e indígenas sustentada até hoje por muitos, que ficou conhecida como abolição da escravidão.  

 

Ao contrário do que muitos defendem, a Lei Áurea não representou a liberdade do povo negro, mas sim uma mudança necessária à classe dominante para inserir o país no capitalismo, cujas formas da exploração de mão de obra se daria dentro do modelo de produção capitalista. Portanto o mérito da Princesa Isabel se deve à permissão dada aos escravocratas de usufruírem da mesma mão de obra, dentro do novo sistema mais rentável sob o véu da necessidade de desenvolvimento do país.

 

Esse processo que pode parecer distante para a maioria da população é o principal responsável pela permanência do poder de decisão sobre a vida de milhões nas mãos de políticos corruptos, que hoje estão representados pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados, que atravessam séculos massacrando cada vez mais a população negra e pobre, com pouca alteração no discurso.

 

As Reformas ora protagonizadas pelo Governo de Michel Temer são brutais para todos os explorados e oprimidos. Atingem profundamente a população preta que sofre até hoje o resultado do processo de colonização, exploração financeira, tentativas de apagamento de sua história, de toda e qualquer expressão artística, cultural e religiosa. E no atual regime compromete direitos conquistados ao longo das últimas décadas, como os avanços na consolidação dos direitos trabalhistas, cotas raciais em instituições e órgãos públicos e a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Africana nos sistemas de ensino do país.

 

A luta pela liberdade do povo preto na atualidade passa, portanto, e não somente, pela derrubada das Reformas Trabalhista e Previdenciária, bem como o esforço coletivo de combate à todas as formas de expressão do racismo e principalmente o fim do capitalismo, produtor e sobrevivente das mazelas que atingem o povo negro.

 

Tomemos como exemplo nossas lutas históricas como a luta dos quilombolas e a Insurreição de Canudos e das recentes jornadas de Junho de 2013, da Primavera das Mulheres no Brasil e no mundo. Tomemos as ruas! Vamos aquilombar o Brasil!

 

Coordenação de Raça e Etnia FASUBRA Sindical


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